quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Novela Contador: carne contaminada da América do Sul? Episodio?



"É mais que possível ', diz o agricultor espanhol

O espanhol Alberto Contador enfrenta uma possível punição de dois anos e arrisca a perder o seu título do Tour de France 2010 por testar positivo para clenbuterol. Porém sua afirmação de que a droga veio da carne contaminada, recebeu o apoio hoje de agricultor Ramón Riestra.

Riestra, membro da diretoria da associação de agricultores Astúrias juventude, disse que a carne da Espanha é de importação de outros países europeus, e América do Sul, onde os agricultores podem utilizar Clenbuterol. Ele acredita que a equipe Astana que comprou a carne para Contador em Irún, na Espanha, durante o Tour de France poderia ter se originado de um país do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

"É mais do que possível", Riestra disse ao jornal espanhol AS. "Olhe, um dos portos onde a maioria da carne é descarregado é Saint-Jean-de-Luz [França], uma cidade francesa que está muito perto de Irún [15 km]. Não é estranho que alguns açougues em Irún tenham esta carne. "

Contador testou positivo para clenbuterol em 21 de julho no Tour de France. Foi anunciado o teste positivo em 30 de setembro, dois meses depois que ele ganhou o Tour de France por 39 segundos à frente de Andy Schleck. A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que no mesmo dia que o suspendeu provisoriamente, e 08 de novembro, pediu à Federação de Ciclismo espanhola (RFEC) para abrir um processo disciplinar.

Clenbuterol ajuda a respirar e a perda de peso. A World Anti-Doping Agency (WADA), enumera ele, em qualquer nível, como uma substância proibida. Contador amostra de urina revelaram 50 picogramas ou 0,000 000 000 05 gramas por mililitro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Seasucker



Furar o carro de qualquer modo está fora de cogitação. Carregar no teto depende de instalações complicadas e demoradas, o que inviabiliza a retirada do suporte quando não estou usando; aqueles suportes fixados com cintas não transmitem segurança.

Então eis que surge SEASUCKER, um sistema revolucionário de fixação do suporte através de ventosas.

Segundo o folheto, cada ventosa de 6″ suporta até 95Kg. É muito mais do que qualquer bicicleta e não parece papo de televendedor.

Mais Informações aqui.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

ProTeam: Às 18 selecionadas

10 equipes já possuiam licenças válidas para 2011:

  • AG2R (França)
  • Garmin-Cervélo (EUA)
  • Katusha (Rússia)
  • Lampre-ISD (Itália)
  • Omega Pharma-Lotto (Bélgica)
  • Quick Step Cycling Team (Bélgica)
  • Rabobank Cycling Team (Holanda)
  • Saxo Bank SunGard (Dinamarca)
  • Sky ProCycling (Inglaterra)
  • Team RadioShack (EUA)

8 equipes solicitaram renovação ou pediram novas licenças:

  • BMC Racing Team (EUA) 2011-2014
  • Euskaltel-Euskadi (Espanha) 2011-2012
  • HTC-Highroad (EUA) 2011-2014
  • Liquigas-Cannondale (Itália) 2011-2014
  • Luxembourg Pro Cycling Project (Luxemburgo) 2011-2014
  • Movistar Team (Espanha) 2011-2013
  • Pro Team Astana (Cazaquistão) 2011-2013
  • Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team (Holanda) 2011-2013

A Geox-TMC (Espanha) e Cofidis (França) tiveram seus pedidos recusados e foram automaticamente registrados como Continental Profissional.

Registradas como Continental Profissional (2a. divisão) foram:

  • Androni Giocattoli (Itália)
  • Bretagne – Schuller (França)
  • Caja Rural (Espanha)
  • Colnago – CSF Inox (Irlanda)
  • Europcar (França)
  • Farnese Vini – Neri Sottoli (Inglaterra)
  • FDJ (França)
  • Landbouwkrediet (Bélgica)
  • Saur – Sojasun (França)
  • Skil – Shimano (Holanda)
  • Team Type 1 (EUA)
  • Topsport Vlaanderen – Mercator (Bélgica)
  • Unitedhealthcare Pro Cycling (EUA)

A lista completa CP será divulgada em 10 de dezembro.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ciclovia vai atravessar 20 países ao longo da Cortina de Ferro

Regiões da Macedônia e Bulgária se unem para a construção de uma ciclovia turística ao longo da Cortina de Ferro. O percurso de bicicleta terá mais de 7 mil quilômetros.




Representantes de quatro regiões da Macedônia e Bulgária – países adjacentes à chamada Cortina de Ferro – aprovaram o projeto de uma ciclovia turística e histórica. O percurso de 7 mil quilômetros vai cruzar 20 países que, há pouco mais de 20 anos, tinham como fronteira o símbolo da Guerra Fria.

O objetivo do projeto, que recebe o apoio da União Europeia, é criar a rota EuroVelo 13, em que o ciclista poderá percorrer 40 anos de história europeia.

Outras ciclovias históricas

Projetos semelhantes já existem na Alemanha. Um deles é a ciclovia ao longo de antigo Muro de Berlim, com uma extensão de 160km. Ao percorrê-la, é possível enxergar o cenário que persistiu de 13 de agosto de 1961 a 9 de novembro de 1989, enquanto o Muro de Berlim dividia a capital alemã.

Já a rota ao longo da fronteira que separava a Alemanha Ocidental da Oriental, com 1.378 km, vai de Travemünde, na costa do mar Báltico, até a fronteira entre Alemanha, República Tcheca e Áustria. O percurso inclui a “faixa da morte”, zona fronteiriça que, entre 1958 e 1989, continha torres de controle, muros e cercas para dividir o território das duas Alemanhas.

Longo caminho


Essa divisão geopolítica na época da Guerra Fria evidentemente não se restringia apenas à Alemanha. A Cortina de Ferro cortava a Europa a partir do mar de Barents, na fronteira entre Rússia e Noruega, até a costa búlgara do Mar Negro.

Os sete mil quilômetros da Eurovelo 13 tornarão “visíveis 40 anos de história europeia”, disse o fundador do projeto, o parlamentar europeu Michael Cramer, do Partido Verde.

O Iron Courtain Trail, como o projeto é chamado, foi aprovado pela Comissão Europeia no verão de 2009 e aos poucos conquistou o apoio dos países envolvidos. Dos 20 em questão, 14 fazem parte da União Europeia.

Por promover o turismo sustentável – sendo a bicicleta o meio de locomoção — e o desenvolvimento de diversas regiões com pouca concentração turística, a iniciativa recebeu o apoio comunitário e também de organizações de desenvolvimento, como a Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ).

“A Hungria apoia a construção da ciclovia, pois essa é uma boa oportunidade de desenvolver o turismo nas regiões mais distantes”, disse à Deutsche Welle Miklós Kovács, secretário de Estado de Turismo da Hungria. Segundo uma análise, o projeto tem potencial de promover aproximadamente 849 mil viagens anuais à região.

“Se a rota do Muro de Berlim levou dez anos até ser implementada, e a das duas Alemanhas 15 anos, esta deverá demorar uns 25 anos, mas chegaremos lá”, disse Cramer. Ele fez o percurso do Muro pela primeira vez 1989 e, como deputado da cidade-Estado de Berlim, viabilizou que o caminho fosse classificado como histórico e digno de conservação.

Posteriormente, decidiu-se fazer o mesmo com a fronteira entre as duas Alemanhas. Em 2007 surgiu então uma nova trilha através de um cinturão verde de vários quilômetros de largura, uma área que permaneceu intocada durante 40 anos e hoje

abriga diversas reservas para preservação de flora e fauna. A ciclovia atravessa parques nacionais e cruza algumas vezes a antiga fronteira alemã-alemã, além de abranger muitos pontos de interesse histórico.

A longo prazo

Embora o projeto tenha despertado interesse, conquistando apoio de diversos organismos nacionais e regionais, ele deverá ser implementado a longo prazo.

“A realização depende da vontade política”, diz Cramer: "Se cada país construísse um quilômetro a menos de estradas a cada ano, o projeto estaria garantido". Ele imagina essa ciclovia como uma combinação de natureza e história ao longo da antiga fronteira, um percurso confortável para o turista, longe das estradas movimentadas. Para cumprir sua missão cultural e histórica, a trilha teria que cruzar diversas vezes a fronteira intransitável durante tantos anos e mostrar a maior quantidade possível de lugares históricos.

Natureza, história, bicicleta e conforto

Na cidade húngara de Sopron, por exemplo, a ciclovia da Cortina de Ferro passa pela chamada “praça do piquenique”, na fronteira com a Áustria. Esse é o lugar exato onde, em 19 de agosto de 1989, cerca 700 cidadãos da antiga Alemanha Oriental conseguiram passar para o Ocidente, após o discreto fluxo de fugitivos que se estendera pelos meses anteriores.

Em 11 de setembro daquele ano se abriria oficialmente a fronteira da Hungria com a Áustria. Assim como esse exemplo, muitos outros revelam ao ciclista uma história de décadas de separação.

Para que a Eurovelo 13 fique pronta, além da adequação do caminho, a infraestrutura turística regional é imprescindível. E o projeto aposta nas parcerias locais, a fim de que se criem hotéis para suprir as necessidades deste tipo de turismo, com vagas para bicicletas e oficinas ou ofertas do tipo bed&bike. Afinal, não adiantaria nada criar um percurso interessante através da história que não atraia ninguém.


Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5508568,00.html